Carlos Do Carmo - Vem, não te atrases

To Rate
Quanto te apressas
E me confessas
Que está na hora
Eu não te digo
Que é um castigo
Ver-te ir embora

Finjo que a dor
Que sei de cor
Pouco me importa
Mas, mal me deixas
Sinto que fechas
Para sempre a porta

Vem, não te atrases
O que fazes
Sem mim, a esta hora?
Volta para os meus braços
Eu já esperei demais
Vem, não te atrases
Eu perdoo-te a demora
Se morares nos mеus abraços
E nunca mais me deixares

Quando tu partеs
Faltam-me as artes
Para te prender
Mas, se não estás
Não sou capaz
De adormecer
Acendo estrelas
Pelas janelas
Da casa fria
Mas, se não chegas
Sinto-me às cegas
Até ser dia

Vem, não te atrases
O que fazes
Sem mim, a esta hora?
Volta para os meus braços
Eu já esperei demais
Vem, não te atrases
Eu perdoo-te a demora
Se morares nos meus abraços
E nunca mais me deixares

Vem, não te atrases
Eu perdoo-te a demora
Se morares nos meus abraços
E nunca mais me deixares

Comments

More Carlos Do Carmo lyrics

Carlos Do Carmo - Canção De Vida
Nascemos tão furiosamente sábios Dispensamos a razão Corremos com sorrisos nos lábios De encontro ao mundo em contramão Crescemos descortinando o nosso fado Desvendando

Carlos Do Carmo - Fado Moliceiro
{Letra de "Fado Moliceiro"} {Verso} Morro de amor Pelas águas da Ria Esta espuma de dor Eu não sabia Sou moliceiro Do teu

Carlos Do Carmo - Por morrer uma andorinha
Se deixaste de ser minha — minha dor Não deixei de ser quem era — e tudo é novo Por morrer uma andorinha — sem amor Não acaba a Primavera — diz o povo Como vês não estou

Carlos Do Carmo - Júlia Florista
A Júlia florista Boémia e fadista Diz a tradição Foi nesta Lisboa Figura de proa Da nossa canção Figura bizarra Que ao som da guitarra O fado viveu Vendia

Carlos Do Carmo - Novo fado alegre
Amiga Abre também a tua voz e vem comigo Não cantaremos nunca mais o fado antigo Agora Em cada verso há um homem que não chora E o futuro é o sítio onde se mora

Carlos Do Carmo - Insónia
Tão longas eram as noites Do nosso amor fora de horas Divididas por abraços Repousadas nas demoras Repartidas por silêncios E pelo canto a desoras Noite escura e

Carlos Do Carmo - Margens da solidão
Olhar que vais pelas ruas Como brisa a enternecer Os murmúrios deste verão Todas as águas são tuas No meu modo de nascer Nas margens da solidão Todas as águas são

Carlos Do Carmo - À noite
No fado em que nasci, no fado em que morri Um fado vi nascer na sina de morrer Em tudo o que eu cantei, um rosto me sorri Um fado me ensinou que nunca vou esquecer Em tudo o

Carlos Do Carmo - A guitarra e o clarim
Todo o caso tem um fim E se à noite se encontravam A guitarra e o clarim Na mesma cama ficavam A guitarra e o clarim Na mesma cama ficavam Mas quando se

Carlos Do Carmo - Vem, não te atrases
Quanto te apressas E me confessas Que está na hora Eu não te digo Que é um castigo Ver-te ir embora Finjo que a dor Que sei de cor Pouco me importa

Carlos Do Carmo

Carlos do Carmo (nascido a 21 de dezembro de 1939, Lisboa, Portugal) é um cantor português conhecido pelo seu contributo inestimável para o fado em Portugal.

Após ter estudado na Suíça, inicia a carreira artística em 1964, embora tivesse já gravado um disco aos 9 anos de idade. Na década de 1970, surge como apresentador e produtor de televisão e é convidado a ser intérprete das canções a concurso no Festival RTP da Canção de 1976. “Uma Flor de Verde Pinho”, de Manuel Alegre e José Niza, é o tema selecionado para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção desse ano e a sua participação no Festival dá o mote para o disco “Uma Canção Para A Europa”.

Da sua carreira com mais de 50 anos, destacam-se passagens um pouco por todo o mundo e colaborações com nomes nacionais (Bernardo Sassetti, Mariza, Camané, Ana Moura, entre outros) e internacionais, como Elis Regina. Sendo um dos artistas mais premiados em Portugal, foi distinguido com um Prémio Goya (2008) e um Grammy Latino de Carreira (2014).

Em 2019, anunciou o fim da carreira e deu o último concerto a 12 de novembro, no Coliseu de Lisboa. É Comendador da Ordem do Infante D. Henrique desde 1997 e Grande-Oficial da Ordem do Mérito desde 2016.

Falece no primeiro dia de 2021.